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About my characters and heritage, and the fires in Brazil

If you’ve read the latest chapters of my superhero book, you already met the mysterious “friend” my main character, Roberto, tries to hide. Rob is a druid, from an old tribe of native Brazilians from Amazon and, as you’ll discover today, he has someone close to him. This someone’s name is “Anhangá” and he was based on one of the most terrifying and yet beautiful tales in Brazilian folklore.

For my indigenous ancestors, Anhangá (like Curupira, another of Brazilian’s folklore character) is a protector of the Amazon Forest and he’d do anything to defend it, including to kill those who disrespected it. The tale of Anhangá, like most folklore and mythology stories around the globe, was created to:

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On what makes writing so emotionally draining.

Yesterday I finished writing the 24th chapter of my new book, “A Bear in sheep’s clothing” (a.k.a. BISCA). It’s a book about superheroes, supervillains, the dangers one continent is under, and, mainly, the value of thinking for yourself.

When I typed the last period of the chapter I turned my iPad off (for I was writing in bed), put it aside, and went to sleep. Since I’m posting my first draft on Wattpad, today I added a cute image, my author’s note, and finally published the chapter.

It’s not only about what you create or how you create it but also about the intense feelings you develop for them.

Now, I make a point of never re-reading my chapters right after posting because I always notice things that can be improved and this slows down the writing process… but for some reason, today I simply couldn’t resist. And, girl… what a ride.

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Você se lembra, Salo?

Um conto de Ligia Nunes

Imagine um fundo preto—e então um corpo genérico e torcido em poses de modelo à sua frente.

“Adorei essa pose, Mônica.” Clique, clique, clique. “Vira um pouco pra direita. Abaixa o queixo.”

Bem vindo à minha vida.

As minhas caras caixas de som tocam uma música ambiente e brega enquanto um cheiro suave de produto de limpeza sobe do assoalho de madeira. Imagine luzes fortes e quentes (todas muito brancas) vindas do teto e de flashes dedicados. Isso, aqueles mini-holofotes com “guarda-chuvas” atrás. Do lado de fora, posso ouvir o caos da Avenida Ipiranga com a Rua Araújo e do lado de dentro, ouço risadas e comentários de pais e mães super-protetores.

“‘Cê tá linda, filhinha. Tenta levantar mais o queixo… isso, assim mesmo!”

Também aqui dentro, esses pais e mães super-protores querem fazer o meu trabalho por mim.

“Você não acha que a iluminação tá muito forte, Salo? Será que não consegue diminuir um pouco o nariz dela? Aumentar o busto?”

Mas eu sou um fotógrafo, não a porcaria de um cirurgião.

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Rambling: last month, I lost a friend.

And it wasn’t just any friend. It was a friend I thought I’d carry for life, through this hard, filled-of-sorrow moment I’m passing through to the pink-colored, lime-and-lilies-scented moments that are waiting for me. It was a friend who co-wrote a book with me… a book which will never be published, even though it’s completed, edited and ready, with cover and half-finished marketing material.

But I didn’t lose this friend for sickness or for death. I lost her for life. Life took her from me–or, rather, life gave her the choice to walk away. She just did.

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Sobre o que fazer antes de pensar em Política

Eu não tenho pretenção nenhuma de mudar o mundo com post em blog–mas acho importante lembrar o que a arte faz pelas pessoas.

Então será essa uma mensagem para todos os brasileiros:

Se a agonia for muita, se a vontade de seguir pelo caminho mais fácil for forte, se você, assim como as pessoas à sua volta, estiver com vontade de se entregar às ofertas de violência e, principalmente, se essa violência tentar se aliar à sua frustração política, se vista de arte.

Ouça Queen, Jaloo, Alice Caymmi. Assista Devilman, jogue Life is Strange, veja clipes, veja filmes, leia livros, vá ao teatro. Deixe que as experiências de artistas, deixe que sua obra te alcance. Quebre a casca. Se deixe encantar, se sensibilizar, chore, se permita ver a beleza que existe na diversidade de cores e gostos e belezas e sabores.

Por que, às vezes, aprender com a história não é o suficiente. Às vezes, cercados de ignorância ou preguiça, o sofrimento de amantes libertos não te alcança. Às vezes, cercados de direitos, não vemos as injustiças feitas aos outros.

Às vezes, você não tem fome. De igualdade.

Ou compaixão.

E às vezes, o medo doma a razão humana.

Não se deixe ser domado. Na hora de tomar uma decisão, não se cerque de violência nem de medo nem de frustração; se cerque de arte. Lembre-se, antes de mais nada, que nosso país está cheio de GENTE, não títulos, UF ou números.

Somos todos merecedores da mesma felicidade–e somos todos responsáveis pelo bem-estar da nossa Nação. E dos nossos vizinhos, também.

Na imagem, a pintura “A ilha da Morte” de Arnold Böcklin, que inspirou o próprio Rachmanioff. A arte toca, inspira, modifica. E ensina, também.