De malas prontas: A pior parte de fazer loucuras!

Oi pessoal :3

Hoje à tarde minha prima veio para casa e conversamos bastante sobre vários assuntos – de trabalho, estudos à família, unicórnios e esse gerador de gatinhos muito fofo que me ajudou a criar essa fofurinha aí do lado.

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Depois que ela foi embora, fiquei pensando nos próximos 6 meses que eu vou passar na Inglaterra, longe dos meus pais, irmãos, da minha prima, do meu namorado e das minhas amigas e lembrei também dos últimos 5 meses de preparação pra chegar nesse ponto. Lembro que o que a primeira coisa que eu pensei quando pedi minha demissão foi:

“Ca-r@-lho. O que foi que eu fiz?”

E voltei a pensar a mesma coisa no primeiro dia do aviso prévio, na minha última semana inteira e, principalmente, quando coloquei o pé pra fora do escritório no final do meu último dia de expediente numa fatídica sexta-feira de março.

Me demiti de um emprego que (sinceramente) não pagava muito bem, apesar de me provir com um dinheirinho seguro todo o mês. Deixei pra trás o conforto de casa e agora vou usar todas as minhas economias pra passar um tempo lá fora – ficando financeiramente quebrada no processo. E sabe o que me deixou assustada? Aparentemente a única pessoa que acha que eu sou maluca – sou eu!

No processo de me torturar mentalmente, de forma bem lenta eu comecei a peceber um negócio esquisito: Que motivos eu tinha para NÃO fazer isso? Eu tinha uma carreira promissora, mas que com certeza exigiria ainda alguns anos de trabalho pra se desenvolver, além de um ambiente que a cada dia parecia enferrujar mais e mais meu lado aventureiro. A ideia de simplesmente deixar tudo e Let it goooo me deixou emocionada de um jeito especial e sem querer eu acabei colocando todo o peso das minhas expectativas PRA VIDA na minha viagem. E é aí que a verdadeira merd@ começou.

Quem nunca se sentiu amarrado, preso a uma situação ou hábito que se vive há muito tempo né? Aquela sensação ruim que aparece principalmente quando você quer muito uma coisa, já fez de tudo pra deixar o esquema nos trinques, mas morre de medo de ver dando errado… Mas e se você de repente percebesse um dia, deitado na cama e prestes a dormir, que essa mania sua, que te persegue há muito tempo, não passa da tentativa bizarra de se auto-sabotar (e não um simples “medo”)?

Tenso, não? Pois é. E essa sem dúvida e a pior parte das loucuras.

Seja na hora de arrumar as malas, na hora de comprar minha passagem; seja durante a maquiagem, na facul ou diante de uma ótima idéia, na maioria das vezes que eu me decidia por alguma coisa, uma preguiça imensa – algo como uma onda gigante de medo e letargia -, me invadia e roubava toda a minha vontade, o que me fazia simplesmente “deixar pra lá”. Só pra meses depois me martirizar ao infinito, pensando mil vezes que “Put@ merd@, eu devia ter continuado.”

E caras/minas, vou contar. Ver oportunidades escapar pelos dedos é uma das piores sensações ever. Se chama “Auto-sabotagem” e aqui vai um segredo:

Segredo #2
Eu fazia isso o tempo todo.

Para a minha SORTE eu não pude fazer isso com essa viagem – não depois de dizer pro meu chefe que “Eu decidi sair” ou de comprar as passagens. Pra minha SORTE também, ao não conseguir sabotar minha viagem eu percebi quão simples é a solução pra auto-sabotagem.

E se você está aí lendo e também compartilha desse tipo de mania CU, então está na hora de ligar uma #EuConsigo e MERGULHAR no que você quer. É uma boa ideia? Seus parceiros/amigos/familiares concordam? (afinal, é sempre bom ter uma segunda opinião, já que algumas vezes a gente acaba não enxergando ou não conhecendo uma coisiquinha de nada que muda TUDO) Então VAI FUNDO FERA. Já chega de se auto-sabotar né pessoal? Eu quero mais é ficar rica.

#EuConsigo e você?

3 thoughts on “De malas prontas: A pior parte de fazer loucuras!

  1. Seu post me define nesse exato momento. Me define de uma maneira assustadoramente real.

    Eu choro, pra caralho, ao pensar nisso. Eu tenho coragem para largar tudo aqui e ir embora, arriscar uma nova vida? Eu já ando desanimada com a vida e com o trabalho a um tempo e, depois do falecimento do meu pai, eu me senti tentada a me auto-sabotar totalmente, o tal chamado suicidio. E o pior, pensei muito nisso. É foda você querer mudar, mas ter um medo que a mudança não seja boa. Aqui no Brasil temos a família, namorado, amigos, um salário que dá pra pagar as contas, um lugar para chamar de lar. Lá fora o que que a gente tem? Mas ao mesmo tempo, o que que oferece para nós?

    #EuConsigo e eu vou no barco contigo, um, pra não te deixar sozinha nessa aventura toda e dois, porque eu preciso disso também.

    Vamos juntas explorar esse novo mundo ❤

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